Pólipos, Cistos e Miomas: É possível engravidar?
- Progerar
- 22 de fev. de 2022
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Miomas, pólipos e cistos. Termos que muitas vezes escutamos e poucas vezes entendemos. Apesar de estarem relacionados à saúde da mulher, eles têm origens bem diferentes entre si e podem aparecer em momentos distintos durante a vida. No artigo de hoje vamos explicar um pouco sobre cada um deles e a maneira que interferem na fertilidade. Confira!
Qualquer alteração no útero ou ovário já traz preocupações as mulheres com relação à fertilidade. Além de dificultar a gravidez, esses tumores, considerados benignos, são capazes de causar muita dor e sangramento.
O mioma, por exemplo, atrapalha o desenvolvimento da gestação e pode até ser causa de aborto. Ele surge por causa de uma desordem hormonal, que forma um nódulo duro e fibroso a partir da própria musculatura do útero.
Por estar localizado na cavidade uterina, em alguns casos, o mioma pode levar à infertilidade, pois bloqueia as trompas de Falópio e atrapalha a concepção.
Geralmente, não provoca sintomas, mas dependendo do seu tamanho e da sua localização, pode causar sangramento uterino anormal e dor pélvica.
Os pólipos também aparecem no útero e são caracterizados por uma projeção de células amolecidas, que se formam na parede interna do útero, o endométrio, e são causados por disfunções hormonais, principalmente do estrogênio. Dependendo da sua localização, quantidade e tamanho, podem causar sangramento e atrapalhar a fecundação.
Ao contrário do mioma e do pólipo, o cisto aparece no ovário e, normalmente, em apenas um deles. Um cisto nada mais é do que uma bolsa de líquido — de sangue ou de outras estruturas — que se forma no ovário. Durante a vida reprodutiva da mulher é normal ela ter cisto no ovário, porque é de onde vêm os óvulos e também alguns dos hormônios femininos. Porém, a presença de pequenos cistos nos ovários pode ser um sintoma da síndrome dos ovários policísticos (SOP) — a qual, muitas vezes, é associada à dificuldade para engravidar.
Esse tipo de disfunção ovariana provoca desequilíbrios hormonais e altera a estrutura e o tamanho do órgão, levando à infertilidade. Na prática, uma mulher com SOP não ovula, ovula menos e sem regularidade.
Para prevenir e tratar ou até mesmo acompanhar, caso a mulher tenha algum desses tumores, é importante se consultar frequentemente com um ginecologista.